Messi na semi, Neymar no pôquer: o abismo da postura

O contraste entre Lionel Messi e Neymar marca esta Copa do Mundo. Enquanto o argentino lidera sua seleção em uma semifinal histórica, o brasileiro é visto em mesas de pôquer nos Estados Unidos.
Pela primeira vez, as semifinais terão quatro campeões mundiais: França, Espanha, Inglaterra e Argentina. O Brasil poderia estar entre eles, mas foi eliminado.
Para entender a ausência brasileira, basta ver a classificação inglesa. A Inglaterra eliminou a Noruega, adversário que havia derrotado o Brasil. Os ingleses impuseram autoridade e buscaram a virada sob o comando de Bellingham.
O jovem jogador assumiu a responsabilidade que faltou ao Brasil. Enquanto a seleção brasileira teve apenas 34% de posse de bola em sua despedida, a Inglaterra mostrou como um gigante deve se comportar.
Do outro lado da chave, a Argentina avança. Há quem aponte favorecimentos da arbitragem, e o presidente da Fifa, Gianni Infantino, vibra a cada gol de Messi. No entanto, acreditar em uma orquestração nos bastidores é ingenuidade. Em um torneio com árbitros de todo o mundo, isso seria impossível.
A Argentina contou com sorte: até agora, não enfrentou nenhum adversário do top 10 do ranking mundial. Souberam aproveitar as circunstâncias.
O que fica é a dor de ver o Brasil, maior campeão mundial, assistindo à festa pela televisão. A ferida aumenta ao comparar as posturas. De um lado, Messi, aos 40 anos, carregando a Argentina. Do outro, Neymar, maior ídolo brasileiro da última década, escolhendo o entretenimento em Miami.
É o retrato do compromisso de quem faz história contra o descompromisso de quem preferiu o pôquer.