terça-feira, 04 de agosto de 2026Edição Digital
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Isolamento político ameaça chapa de Flávio Bolsonaro

Por Folha Um News · · 2 min de leitura

A campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta a possibilidade de ter um vice com perfil mais radical do bolsonarismo. Com a dificuldade de atrair um nome de outro partido, as opções do PL diminuíram, o que pode levar a uma chapa formada apenas por integrantes da própria legenda.

Faltando pouco mais de 24 horas para o fim das convenções partidárias, a busca por um vice que trouxesse moderação e tempo de televisão encontrou recusas de aliados. O Republicanos rejeitou compor chapa com o PL, após 18 diretórios estaduais serem contrários à aliança com Flávio. Com isso, caiu a possibilidade de indicar a ex-presidente da Caixa, Daniella Marques. Na semana passada, o PP também vetou a indicação da ex-ministra Tereza Cristina.

Nos últimos dias, a campanha tentou se aproximar da presidente do Podemos, Renata Abreu. A legenda, porém, tem pouco tempo de rádio e TV, e a parlamentar não representa um segmento específico que dê tração eleitoral, como aconteceria com Tereza Cristina, ligada ao agronegócio, e Daniella Marques, com trânsito no mercado financeiro. A tendência é que o Podemos fique neutro na disputa.

Com as recusas, o PL deve indicar um vice do próprio partido. Os nomes cogitados são ligados ao bolsonarismo de 2018, como as deputadas Julia Zanatta e Bia Kicis, que tem candidatura ao Senado confirmada no Distrito Federal ao lado de Michelle Bolsonaro. O senador Rogério Marinho também foi citado, mas a preferência é por uma mulher, para garantir mais fundo eleitoral e tentar se aproximar do eleitorado feminino.

Além da chapa, a campanha tem problemas na comunicação. Houve mais uma troca no comando do marketing na última quinta-feira (30), quando Duda Lima assumiu a coordenação no lugar de Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer. A equipe de produção ainda precisa ser contratada, mas, em agosto, a maioria dos profissionais já está em outros projetos eleitorais.

A falta de um time completo para atuar em TV, rádio, imprensa, arte e criação pode paralisar a produção de peças publicitárias. Também não há um plano de mensagem definido. Diferente do presidente Lula, que já tem tema e pauta prontos, a campanha de Flávio segue sem um mote claro e explora apenas o sobrenome. Nos últimos meses, o senador oscilou entre um perfil moderado e uma postura radical, além de alternar entre um tom sério e dancinhas no estilo TikTok.

Apesar da desorganização, o entorno de Flávio iniciou a semana mais animado. O motivo foi a pesquisa BTG/Nexus que mostrou empate técnico entre ele e Lula no primeiro e no segundo turno.

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