Claudia Raia relembra boatos de HIV e arrependimento com Collor

Claudia Raia relembrou um dos períodos mais difíceis de sua carreira ao falar sobre os boatos que surgiram após apoiar a candidatura de Fernando Collor à Presidência no fim dos anos 1980. Em entrevista ao podcast Rivo Talks, a atriz afirmou que o episódio foi uma "desgraça" em sua vida.
Segundo Claudia, os rumores indicavam que ela mantinha um relacionamento com Collor e que ambos seriam portadores do vírus HIV. Na época, a doença era cercada de desinformação e forte estigma, o que afastou o público dos teatros. "Meus teatros ficaram vazios, porque inventaram que eu era amante dele, portanto era HIV positivo", disse a atriz.
Ela explicou que a especulação começou quando Collor apareceu muito magro em público. "A história era que não podia falar que ele era HIV positivo porque era presidente. Como estava magro demais, diziam que era devido ao HIV", contou Claudia.
Para tentar encerrar os boatos, a atriz procurou o médico Mário Bronstein, fundador da rede de laboratórios Bronstein. Ela fez o teste de HIV e precisou esperar duas semanas pelo resultado. "Ficamos 15 dias sofrendo, eu e a minha família. Uma coisa horrorosa", afirmou.
Apesar das consequências, Claudia disse não se arrepender do apoio político. "Tem uma coisa que me alivia: eu mais o Brasil inteiro votou nesse cara. Então, nem isso me causa arrependimento", declarou.
A atriz, que está prestes a estrear a turnê nacional de "Tarsila, a Brasileira" no Theatro Municipal do Rio de Janeiro nos dias 1º e 2 de agosto, afirmou que nunca escondeu suas posições políticas, mas prefere manter o foco na carreira artística. "Minha arte é o meu ato político", concluiu.